terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Ping-Pong com Fábio Jardim

Blog Cultural - Com quantos anos começou a jogar vídeo-games? Participou de outros campeonatos?

Fábio Jardim - Desde que nasci tem vídeo game na minha casa. Participei do WCG de 2008, e participei de um campeonato num evento de Anime, sempre jogando Guitar Hero.

BC - Qual foi seu primeiro console? Qual tem hoje?

FJ - Meu primeiro console foi o Super-Nintendo. Hoje tenho GameCube, Playstation 2 e XBox 360.

BC - Como começou o interesse pelo jogo Guitar Hero? Qual a franquia preferida?

FJ - A principio eu não gostei muito de Guitar Hero, porém meu irmão comprou o jogo e com o tempo eu fui pegando gosto pelo estilo de músicas presentes no jogo e, então, pelo próprio jogo. Guitar Hero 3 é de longe meu favorito.

BC - Tinha como objetivo uma carreira com games? Acha que isso pode ser seu futuro, ou não pensa nisso como algo muito promissor?

FJ - Não tinha não, e nem penso em ser um cyber-atleta como futura profissão, mas penso sim em uma carreira relacionada a games.

BC - Como esses campeonatos afetam sua vida escolar? Você esteve na China, e ainda estamos em aula. Você tem perdido muita aula por causa do campeonato?

FJ - Na verdade, na semana que estive na China perdi até provas, mas o meu colégio compreendeu e me apoiou sempre, então, não tive grandes problemas, fazendo as provas logo que voltei.

BC - Ano que vem, pretende competir novamente? De repente para uma nova categoria que a WCG crie como o GH 5. Você tem jogado esse título? Se sim, o que achou do jogo?

FJ - Sim, pretendo continuar competindo. Já joguei sim, e considero o segundo melhor jogo da franquia do Guitar Hero.

BC - Já jogou o Rockband Beatles? O que achou?

FJ - Já joguei o Rockband Beatles, achei um jogo interessante para quem gosta da banda, mas não é meu preferido, eu curto mais o Rock e Metal pesado.

BC - Conhece o DJ Hero? Gosta de música eletrônica? Acha que vai gostar desse tipo de jogo?

FJ - Já tenho o DJ Hero e gostei muito. Gosto também de música eletrônica, mas o Rock e o Metal continuam em primeiro lugar.

BC - Quanto tempo levou para aprender todas as técnicas que julga o levam a ser um campeão em Guitar Hero hoje?

FJ - Eu jogo há dois anos e até hoje tento aprender novas técnicas para ir melhorando e ficar o melhor possível.

BC - Você toca algum instrumento de corda na vida real? Acha que isso te ajudou na agilidade com os botões da guitarra?

FJ - Sim, estou aprendendo guitarra. O interesse surgiu após comprar o Guitar Hero, mas ainda não sou muito bom. E não acho que uma coisa tenha a ver com a outra, são muito diferentes, podemos dizer que só se assemelham no formato. Eu também tenho muita vontade de aprender bateria.

BC - Ainda tem os jogos de guitarra como opção na hora de se divertir com seus amigos, ou prefere outros títulos? Deixa o Guitar para momentos de treino e obrigações?

FJ – Não. Quando amigos vêm na minha casa nós sempre jogamos Guitar Hero em banda e tudo mais.

BC - Conte um pouco de sua rotina. Existe uma preparação, você tem um programa de treinamento, traçou um objetivo para vencer esse campeonato, ou as coisas foram acontecendo um pouco por acaso?

FJ - Não tenho nenhuma rotina fixa, tem dias em que eu jogo até 3 horas e outros dias que eu nem encosto no vídeo game por falta de tempo. Ao contrário do que muitos pensam, eu não passo o dia sentado em frente ao vídeo game, eu estudo, saio com meus amigos, luto karatê.

Não tracei objetivo algum, as coisas foram simplesmente acontecendo, apesar de ter sonhado muito com o título

BC - Como se sente um campeão mundial de um game que até então, imagino, você jogava na sala de sua casa com seus amigos? Como é isso de repente na sua cabeça? O que você espera que mude na sua vida?

FJ - Foi muito bom conseguir esse título, porque pra mim foi um sonho realizado. É realmente muito surpreendente, porque começou como uma brincadeira, e ao longo do tempo se tornou algo muito importante pra mim. Acho que muita coisa já mudou. Acredito que ajude a abrir muitas portas caso eu trabalhe na área de games.


BC - Com 14 anos, quanto já ganhou participando desse campeonato e como pretende administrar esse dinheiro?
FJ - Na verdade, esse foi meu primeiro prêmio. Eu usarei um pouco comprando jogos que lançarem da franquia de Guitar Hero e Rockband. O resto vou guardar para o futuro, talvez para comprar um carro, ou para os estudos da faculdade.

BC - Você já tinha visitado outros países antes do campeonato? Como foi conhecer a China? Principalmente para os olhos de um garoto de 14 anos, que deve estar tão habituado a encontrá-la nos livros e discussões escolares?
FJ - Eu já tinha ido aos Estados Unidos e para a Argentina. A China foi a melhor experiência da minha vida, pois é uma cultura diferente, pessoas diferentes, comida diferente. Além de tudo, conheci os atletas de outros países, dos quais nunca pensei em me tornar amigo.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O processo de ensino - aprendizagem, na maioria das escolas de balé, é feito pelo método da observação e reprodução, ou seja, métodos que levam as pessoas a se basearem somente no visual. Mas na Associação, o método é completamente diferente.
Benefícios como equilíbrio, melhor postura e auto-estima são proporcionados pela dança, além do rompimento de barreiras e preconceitos.
A Associação de Balé e Artes para Cegos Fernanda Bianchini é gratuita para todos os deficientes visuais de todas as idades, com aulas de Balé Clássico, Sapateado, Dança de Salão, Dança do Ventre, Curso de Violão e Teatro.
Assista ao vídeo em que Fernanda conta como criou o método de ensino de balé para deficientes visuais.